Zema critica ‘corrida maluca’ por vacina e garante que MG tem ‘recursos’

romeu zema coletiva de imprensa
Governador ressaltou que estado está trabalhando em parceria com Ministério da Saúde (Fábio Marchetto/Imprensa MG)

O governador Romeu Zema (Novo) criticou a postura de governantes que anunciam acordos para compra de vacinas de Covid-19 antes da liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nesta segunda-feira (14), Zema afirmou que esses anúncios estimulam uma atmosfera de “corrida maluca” e reforçou a parceria com o Ministério da Saúde para o desenvolvimento de um programa nacional de vacinação.

“Caso algum prefeito ou governador conseguisse uma vacina homologada, que não existe ainda, só estaríamos provocando uma corrida maluca”, disse o governador, que afirmou ainda que “não é justo” um estado ter prioridade na imunização. As afirmações foram feitas em entrevista coletiva nesta segunda, quando Zema e o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, apresentaram detalhes do Plano Estadual de Vacinação e esclareceram os próximos passos do governo.

Embora ainda não haja autorização para compra e venda de vacinas no Brasil, o Plano de Contingenciamento para Vacinação contra a Covid-19, elaborado pela SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde), está em execução há três meses. Neste preparo, o Estado adquiriu 50 milhões de seringas agulhadas e 671 câmaras refrigeradas para armazenamento dos imunizantes, que atenderão a 462 municípios, inicialmente.

‘Prioridade federal’

O governador citou a importância de a vacinação acontecer simultaneamente em nível nacional, de acordo com os parâmetros do PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde. Até o momento, nenhuma empresa desenvolvedora da vacina no mundo solicitou pedido de registro na Anvisa, passo necessário para que o processo de compra e venda de quaisquer vacinas possa ser iniciado em todo o território nacional.

“Só com o registro é que a vacina poderá ser disponibilizada. E toda essa disponibilidade vai ter prioridade federal. Por isso, estamos alinhados com o governo federal. O certo é que todo brasileiro, incluindo os mineiros, tenha acesso à vacina. Se uma vacina que ainda não foi homologada pela Anvisa vier a ser homologada, ela vai ser distribuída nacionalmente, inclusive para Minas Gerais”, disse o governador.

‘Povo mineiro não vai ficar sem’

Como forma preventiva à aquisição e distribuição das doses, o Plano de Contingenciamento para Vacinação em Minas Gerais dispõe de um mapeamento das ofertas de vacinas a serem disponibilizadas no país. “Temos todas as vacinas mapeadas, fornecedores também, e temos recursos, caso seja necessário. O povo mineiro não vai ficar sem vacina, isso tem que ficar claro”, garantiu Zema.

“Nós temos planos B, C, D e F para o povo mineiro, caso haja necessidade. Temos gente competente e comprometida trabalhando”, garantiu Zema.

O governador ainda reforçou que a administração do estado está preparada para agir assim que um protocolo de imunização for liberado: “Nós temos plano B, C, D e F para o povo mineiro, caso haja necessidade. Temos gente competente e comprometida trabalhando”. O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, ressaltou que a logística da SES-MG também leva em conta uma vacinação gradual durante o ano de 2021 e, provavelmente, até 2022 — e não em uma data única.

“Não existe um único dia de vacinação. Pela magnitude da vacinação, ela vai começar em um período, com determinados grupos prioritários de início, como uma vacinação prolongada”, explicou. O secretário ainda completou: “Nós provavelmente teremos o ano de 2021 inteiro de vacinação, rodando de grupos em grupos e, quiçá, até em 2022. Nesse momento, toda a indústria estará produzindo vacinas. Então, vamos recebendo vacinas e vacinando a sociedade”.

Alerta para Natal e Réveillon

Minas Gerais segue como o estado com a menor taxa de mortalidade da doença no Brasil — 50 óbitos por 100 mil habitantes. De acordo com o governo, o resultado é possível devido a uma série de medidas tomadas com antecedência. Entre elas, a ampliação de leitos de UTI (de 2.072 em fevereiro para 3.995 atualmente), a distribuição de 1.187 respiradores aos municípios e o investimento no combate à pandemia, com repasses aos hospitais que atendem a rede estadual de saúde.

Mesmo satisfeito com os resultados, o Governo de Minas segue alertando a população mineira em relação aos cuidados a serem mantidos para controle da Covid-19. Para as festas de fim de ano, o secretário de Estado de Saúde orienta a população a seguir as deliberações do plano Minas Consciente. O programa acompanha os diferentes indicadores da pandemia em cada região do estado, voltado para a retomada gradual e segura das atividades econômicas.

“Para a região que estiver na onda vermelha ou amarela do Minas Consciente, a recomendação é não aglomerar. É fundamental lembrar que aglomerar famílias grandes, com idosos principalmente, também é aglomeração. Isso não quer dizer que o Natal e o Réveillon não possam ser comemorados, só que não deve haver reunião grande de pessoas”, disse o secretário.

Com Agência Minas