Mesmo com fechamento do comércio, trânsito continua intenso na região central de BH

Médico infectologista Geraldo Cunha Cury disse que grande movimentação de pessoas e veículos, em meio a uma grave pandemia, traz prejuízo à saúde da população.

O terceiro fechamento do comércio na capital mineira refletiu pouco no esvaziamento do trânsito na região central. É o que aponta um levantamento da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). O número de veículos em circulação se manteve praticamente o mesmo no primeiro dia do novo decreto.

“Estou vendo o trânsito um pouco mais intenso. Não estou vendo uma diminuição como da outra vez, não”, analisa o motorista de aplicativo Marcelo Eustáquio.
“Trânsito pesado, pesadíssimo! Eu que circulo muito, trabalho em BH e na Grande BH, então tem vez que eu fico, horas, horas e horas no trânsito!”, exclama o representante comercial Júnior César Martins.

Trânsito continua intenso em BH mesmo com fechamento de comércio — Foto: Reprodução/TV Globo
Trânsito continua intenso em BH mesmo com fechamento de comércio — Foto: Reprodução/TV Globo

Nesta segunda-feira (11), primeiro dia de novas restrições, a BHTrans registrou na área central a passagem de mais de 235 mil veículos. Quase 9% a mais que a média registrada na primeira semana do segundo fechamento, entre os dias 29 de junho e 3 de julho.

Quando comparado com o primeiro fechamento, a diferença é muito maior. Na semana de 23 a 27 de março, foi registrada uma média de 128 mil veículos trafegando nas ruas do Centro de BH, ou seja, o movimento registrado no último levantamento foi quase 83% maior.

Na manhã desta quinta-feira (14), o Globocop sobrevoou o movimento nas avenidas Tereza Cristina, próximo aos bairros Gameleira e Carlos Prates, a Avenida Amazonas, do Prado ao Centro, e também na Avenida Antônio Carlos. Teve engavetamento com cinco carros no Anel Rodoviário, na altura do bairro Engenho Nogueira, na Região da Pampulha.

Visivelmente há um trânsito movimentado, longe de dizer que a cidade está vazia, como depois do primeiro decreto da prefeitura.

“Está acontecendo aí uma coisa muito estranha que, na verdade, leva a um grande prejuízo à saúde da população porque ninguém queria fazer essas normas de diminuir a circulação na cidade, diminuir a circulação de veículos e de pessoas, mas isso é necessário em função do momento grave pelo qual passa a pandemia”, explica o médico infectologista Geraldo Cunha Cury.”

Fonte: G1 Globo