Sindicato cobra vacina prioritária para professores em MG e auxílio emergencial

Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro MG) defende que aulas presenciais retornem somente após vacinação de profissionais contra a Covid-19

Os profissionais da educação são listados como grupo prioritário da vacinação no plano do Ministério da Saúde, porém, em princípio, receberão a vacina na quarta fase da campanha, após profissionais da saúde, idosos e pessoas com comorbidades. A presidente do Sinpro e do CTB Minas, Valéria Morato, diz ter enviado em dezembro de 2020 um ofício à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) cobrando a priorização dos professores, ainda sem retorno. O sindicato representa apenas profissionais de escolas privadas, mas ela afirma esperar que a vacina seja disponibilizada para todas as redes de educação. A reportagem consultou o ministério e a SES-MG sobre a priorização e aguarda retorno.

Diferentemente de movimentos de escolas particulares que, desde o último ano, pedem pela abertura das instituições mesmo sem vacinação dos profissionais, Morato considera que o retorno seguro às aulas presenciais só será possível com a vacina.

“Os movimentos que vimos durante a pandemia foram apelo de donos de escola, e não de professores. O que precisamos neste momento é de uma campanha ampla de vacinação imediata para todos. Precisamos solucionar o problema, e a solução para ele, neste momento, é o fechamento das atividades, porque ele diminui o fluxo de pessoas, o número de acidentes e deixa mais leitos disponíveis. A coisa não é tão simples quanto o empresariado coloca”, elabora a sindicalista.

Ela destaca o papel primordial das aulas presenciais e reconhece que o ensino a distância, adotado em caráter de urgência, não supre as necessidades dos alunos, porém avalia com ceticismo o movimento de cidades mineiras que já estão retomando as atividades ou divulgando datas de retorno sem vacinação.

Morato cobra, ainda, que se faça pressão para o auxílio emergencial ser retomado. “O que governo precisa entender que precisamos nos adaptar ao que está acontecendo no mundo, e o que está acontecendo é uma pandemia. O governo é responsável pelo povo. Para ficar em casa, precisamos de dinheiro para comer”, completa. O auxílio emergencial de R$ 600 e R$ 300, que beneficiou 67,9 milhões de brasileiros em 2020, não foi prorrogado pelo governo federal, e nem os benefícios do Ministério da Economia para a suspensão de contratos com pagamento de salário dos trabalhadores.

Com informações do OTempo