Moradores do Ribeiro de Abreu fazem protesto e fecham via após chuva alagar casas; veja o vídeo

Moradores do Ribeiro de Abreu, na região Nordeste de Belo Horizonte, protestaram na noite desta segunda-feira (8), após a forte chuva que atingiu a cidade no domingo (7) inundar grande parte das ruas do bairro. Eles cobram um posicionamento da prefeitura após o temporal que causou estragos e prejuízos.

Entre 18h e 21h, eles ocuparam MG-020 e queimaram pneus e pedaços de madeira para impedir parte do trânsito no sentido Santa Luzia. “Nosso intuito não é provocar desordem, mas dar visibilidade a uma problema que se estende há mais de 35 anos”, explicou Ana Paula Oliveira da Silva.

Ana Paula, que está desempregada, conta que durante o temporal de domingo várias casas das ruas Etilândia, Juazeiro do Norte e São Judas Tadeu foram invadidas pela água e lama. Muitos moradores perderam móveis, eletrodomésticos e roupas. “O alagamento pegou muita gente de surpresa. Há muito tempo não se via um estrago tão grande. Nem mesmo o reforço dos portões para fazer a contenção de água resolveu. Além disso muita gente ficou ilhada dentro das casas”, explicou a moradora.

Ainda segunda a moradora a região é atingida por pelos menos duas enchentes por ano. “A gente quer ter direito à dignidade de moradia porque a gente paga o IPTU e não temos retorno”.

Em nota a Prefeitura de Belo Horizonte informou que parte do bairro Ribeiro de Abreu está localizado em área que será implantado o Parque Linear do Onça. “A intervenção está inserida no contexto das obras de otimização do sistema de macrodrenagem das Bacias dos ribeirões da Pampulha e do Onça, cuja primeira etapa já está em andamento. A primeira fase irá contribuir na diminuição do risco de enchentes na avenida Cristiano Machado no entorno da Estação São Gabriel”.

O Parque Linear do Onça terá a função de preservar a várzea do Ribeirão, com foco no restabelecimento da mata às margens do rio e recuperação da área de preservação permanente, garantindo assim que a população deixe de habitar as áreas com risco de inundação deste curso d’ água. No primeiro momento, estão previstos o cercamento da área destinada ao parque, remoção das famílias e a demolição dos imóveis existentes no local”, diz o comunicado.

Ainda de acordo com a PBH, das 1.575 remoções previstas, 594 já foram concluídas, 17 estão pendentes na justiça e as outras estão em processo de negociação. As ações estão sendo feitas por trechos. Algumas famílias optaram por indenização e outras serão reassentadas em unidades habitacionais construídas pelo município.


 

Com informações do Hoje em Dia