Mês pode ser o fevereiro mais chuvoso de toda história em Belo Horizonte

Expectativa é que fim de semana em todo o Estado seja chuvoso; na capital as fortes chuvas podem chegar nesta sexta

Este fevereiro pode ser o mais chuvoso em Belo Horizonte desde 1910, quando começaram os registros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Até as 6h dessa quarta-feira (16), o instituto registrou 293,3 mm de precipitação – mais de 60% do maior índice para o mês, de 478,3 mm, em 1978.

A expectativa de recorde superado se justifica quando se observam as previsões de chuvas fortes a partir de sexta-feira. “Há uma área de convergência sobre Minas, um fenômeno que intensifica as zonas de instabilidade. Então, poderá vir uma chuva mais forte no final de semana”, alerta Claudemir de Azevedo, meteorologista do Inmet.

Belo Horizonte

Contornos mais drásticos são conferidos à previsão com o alerta do coronel Waldir Figueiredo Vieira, subsecretário de Proteção e Defesa Civil de Belo Horizonte. De acordo com ele, são esperados índices pluviométricos diários entre 30 e 40 milímetros para o sábado e para o domingo, e a maior preocupação é que as características geográficas da cidade ofereçam maiores riscos a certas regiões da capital mineira.

“Nós temos previsões de chuvas fortes a partir de sexta-feira, e é importante que os moradores redobrem a atenção. Belo Horizonte tem características topográficas que interferem na forma como a chuva acontece, ou seja, as montanhas, os rios, os vales e a própria vegetação interferem. Então, muitas vezes, o volume esperado entre 30 e 40 milímetros poderá cair de forma concentrada em um único local e causar muitos impactos”, reforçou o subsecretário, e, segundo ele, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) mantém as equipes alertas para hipóteses de risco

.“Todas as estruturas do Centro de Operações estão sendo mantidas em estado de alerta permanente, com Guarda Municipal, BHTrans e Defesa Civil, para atuar se for necessário”,completou.

A espera por fortes pancadas e os comunicados emitidos são fonte de preocupação para Robson Ribeiro, 50, morador do Primeiro de Maio, na região Norte da cidade. O bairro foi o mais atingido por um forte temporal entre a tarde de 7 de fevereiro e o dia seguinte, e cinco famílias, pelo menos, foram desalojadas após suas residências cederem.

“Com a previsão de mais chuva, estamos todos muito apreensivos”, relata Ribeiro.

Moradores do Primeiro de Maio reuniram-se em protestos contra a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) logo após a tragédia, e estão à espera de uma visita técnica da Câmara Municipal de BH na última sexta-feira do mês (26).

“Nós queremos apresentar um levantamento para eles (vereadores). Descobrimos que 30 casas do bairro sofreram algum tipo de dano estrutural com a chuva do começo do mês” – estatística do Climatempo revelou que foram cerca de 122,4 milímetros de chuva sobre a capital mineira na ocasião.

 


Com informações do OTempo