Greve dos tanqueiros: alguns postos de BH e região metropolitana já estão sem combustível

A greve dos caminhoneiros do transporte de combustíveis em Minas Gerais, conhecidos como tanqueiros, deflagrada nessa quinta-feira (25), já reflete no abastecimento dos postos de combustíveis de Belo Horizonte e região metropolitana. Em alguns deles, há falta de etanol e gasolina. A categoria reivindica a redução de 3% no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o óleo diesel.

Desde ontem, as bombas de “muitos estabelecimentos estão vazias”. É o que diz o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (SindTaque), Irani Gomes. “Não temos um número, mas muitos postos já estão sem combustível”, disse.

O Hoje em Dia apurou que falta gasolina no Posto Lagoinha, localizado na altura do número 1.305 da avenida Antônio Carlos, na região Nordeste da capital. Segundo funcionários, não há fila no local.

Em Contagem, na Grande BH, falta etanol no posto localizado no hipermercado Carrefour, que fica no Km 3, na  Rodovia Fernão Dias, bairro Riacho das Pedras. Há grande fila no local. Ambos estabelecimentos estão sem previsão para reabastecimento.

Isso porque a categoria, que representa 3.500 tanqueiros em todo o Estado, não pretende voltar aos trabalhados enquanto não houver um retorno positivo por parte do governo estadual. Os profissionais cobram a redução do ICMS de 15% para 12%. A greve é por tempo indeterminado.

“Os representantes do governo disseram que não há condições de reduzir. Os caminhoneiros então foram para as garagens e ninguém vai fazer a distribuição de combustíveis a partir desta sexta. Com os altos preços, não tem como trabalhar. A categoria tem sofrido muito para pagar até mesmo as contas. Por isso, decidiu cruzar os braços até que o governo se manifeste e entenda o que eles estão querendo”, comentou Irani.

Desabastecimento

Via assessoria, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais, (Minaspetro) confirmou o desabastecimento e considerou a situação como “preocupante”.

Em nota, o governo de Minas esclareceu que “as recentes mudanças no preço dos combustíveis não são em função do ICMS, mas sim da política de preços praticada pela Petrobras” e disse, ainda, que “reafirma seu compromisso de não promover o aumento de nenhuma alíquota de ICMS até que seja possível começar a trabalhar pela redução efetiva da carga tributária. No momento, em virtude da situação financeira do estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para aumentar receita em qualquer movimento de renúncia fiscal, o que não torna possível a redução da alíquota”.

Ainda de acordo com o Estado, do preço total dos combustíveis, o ICMS corresponde a 31% para gasolina, 16% para o etanol e 15% para o diesel.

Manifestação 

Em carreata na manhã de ontem, cerca de 100 caminhões transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo de Minas Gerais saíram de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em direção à Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.


 

Com informações do Hoje em Dia