Dono de lava a jato em BH é preso por instalar câmeras em banheiro feminino

Funcionárias disseram que o suspeito sabia qual era a cor da calcinha delas e quando menstruavam

Um homem de 53 anos foi preso em flagrante na tarde desta segunda-feira (8) suspeito de assediar sexualmente pelo menos 12 funcionárias de um lava a jato, do qual ele é dono, no bairro Buritis, região Oeste de Belo Horizonte. A polícia encontrou três câmeras escondidas instaladas no banheiro feminino do estabelecimento.

Conforme o boletim de ocorrência, uma das vítimas, de 27 anos, contou que por volta das 14h foi até o cômodo para pegar seu telefone celular. No momento em que ativou a lanterna do aparelho, ela verificou que havia uma câmera no teto do banheiro. Por causa disso, ela começou a chorar e chamou as colegas, que constataram o mesmo.

Histórico de assédio

Conforme as funcionárias do Car Magic BH, localizado na rua Josephino Aleixo, elas eram rotineiramente vítimas de assédio sexual. Em algumas vezes, o autor as chamava de “gostosas”, elogiava a bunda delas e pedia atos sexuais, inclusive em troca de dinheiro.

A desconfiança sobre ter câmeras no banheiro surgiu após o autor afirmar quando elas estavam menstruadas, quando usavam papel higiênico e qual a cor da calcinha delas. Além disso, elas disseram que o dono do local ameaçava tirar o chuveiro de lá, já que elas não o usavam com frequência.

As mulheres, que têm idades entre 19 e 53 anos, também afirmaram que o suspeito fazia ameaças quando elas questionavam ele sobre os assédios e direitos trabalhistas.

Após perícia da Polícia Civil, além da câmera encontrada pelas trabalhadoras, foram localizadas outras duas, sendo uma ao lado do vaso sanitário e outra em cima da janela.

À polícia, o homem contou que o local onde hoje é o banheiro, na verdade, era para ser usado como um almoxarifado. Ele afirmou que as câmeras não funcionam e que não possui imagens oriundas delas porque não pôde pagar pelo serviço.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Plantão de Atendimento à Mulher, no Barro Preto, região Centro-Sul da capital. O caso será investigado.


 

Com informações do OTempo