Câmeras da Bramon filmam passagem de bola de fogo sobre Minas Gerais

 

 

Seis câmeras da Bramon, a Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros, registraram a passagem de uma “bola de fogo”, um meteoro em chamas, pelo céu de Minas Gerais às 5h30 (horário de Brasília) da manhã desta quinta-feira (11).

Segundo Marcelo Zurita, diretor técnico da Bramon e colaborador do Olhar Digital, o objeto entrou na atmosfera próximo à cidade de Patos de Minas, em MG. O evento durou cerca de 8 segundos e foi filmado por três câmeras da Bramon: duas em Patos de Minas (MG) e uma em Araruama (RJ), além de três câmeras do Clima ao Vivo em Poços de Caldas (MG), Cerqueira Cesar (SP) e Morro Agudo (SP).

O momento mais brihante foi registrado pela câmera IDS1 em Patos de Minas, MG, operada por Ivan Soares, membro da Bramon. Veja aos 30 segundos do vídeo abaixo:

A Bramon está analisando as imagens para obter mais informações sobre o meteoro, como tamanho e velocidade. Até o momento não há relatos sobre explosão ou queda do mesmo. A rede pede que quem testemunhou o gravou o evento entre em contato através do perfil @bramonmeteor no Instagram ou pela página bramon.imo.net.

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Bolas de fogo são comuns

A aparição de bolas de fogo, também chamadas “bólidos” ou “fireballs”, é comum. Em 25 de fevereiro uma delas iluminou os céus da cidade de Taquara, no Rio Grande do Sul.

O fenômeno, que foi registrado pelo Observatório Espacial Heller & Jung, ocorreu às 20h39 e pôde ser observado por moradores da Região Metropolitana de Porto Alegre, Serra Gaúcha, Litoral Norte e Região Norte do estado.

Segundo o Professor Carlos Fernando Jung, responsável pelo observatório e diretor técnico para a região sul da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), o meteoro tinha magnitude (brilho) -9. Na escala de magnitude, quanto menor o número maior o brilho de um objeto. No momento do registro a Lua tinha magnitude de -12,3.

“Teve duração de sete segundos e pôde ser visto por muitas pessoas. Foi uma Fireball. Entrou na atmosfera a uma altitude de 80 km e foi extinta a 42 Km de altitude. No ano passado foram registrados apenas sete desta magnitude ou maior”, afirmou Jung ao G1.


 

Fonte: Marcelo Zurita/Bramon

Com informações do Olhar Digital