Oito membros de quadrilha perita no ‘crime do sapatinho’ são presos no Sul de MG

Investigação começou após o sequestro de familiares de uma funcionária do Banco do Brasil, e, segundo o Gaeco, investigação revelou ampla atuação da quadrilha na região mineira

Oito integrantes de uma quadrilha dedicada à prática de extorsão mediante contra funcionários de agências bancárias em municípios à região Sul do Estado foram detidos, entre a noite de terça-feira (23) e a manhã de quarta (24), em uma operação integrada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) com a Polícia Militar (PM) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Investigações sobre a atuação do grupo, perito no crime conhecido como “golpe do sapatinho”, começaram no mês de fevereiro após familiares de uma funcionária do Banco do Brasil, entre eles crianças de sete e oito anos, permanecerem como reféns dos criminosos que, à oportunidade, subtraíram R$ 244 mil da agência.

Inquérito do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelou que associação é responsável por inúmeros delitos do gênero na região, e operação, nomeada “Odisseia”, foi instaurada às pressas depois da prisão do líder da quadrilha nessa terça-feira, como esclareceu o coronel Ricardo Geraldo, da Polícia Militar, em coletiva na tarde de quarta-feira.

“Ontem (terça-feira), nós soubemos do mandado de prisão em aberto contra uma das possíveis lideranças da quadrilha que comanda o crime do sapatinho na região. Ali já sabíamos onde ele se escondia e conseguimos prendê-lo no bairro Nova Teixeira, em Alfenas, também aqui na região Sul. Hoje (quarta-feira), com a operação, participamos do cumprimento de cinco mandados de prisão e seis de busca e apreensão”, detalhou.

A delegada Fabíola Oliveira, da Polícia Civil, também reforçou a urgência de uma rápida atuação após a prisão do líder do bando. “Além dele ter sido detido, foi preso também ontem (terça-feira), um outro suspeito de participação no crime ocorrido em fevereiro. Em decorrência dessas prisões, adiantamos a operação e nós, da delegacia antissequestro, viajamos rapidamente de Belo Horizonte para Nova Resende para que nos uníssemos à equipe do Gaeco e aos militares. A operação foi montada de urgência para evitar que ocorressem fugas”.

Segundo ela, à manhã de quarta-feira, foram detidos seis suspeitos em Alfenas, Campestre e Nova Resende, os três municípios à região Sul. Prisões dos outros dois foram efetuadas na terça-feira, uma delas em Alfenas – como citado pelo coronel – e a outra na cidade de botelhos, à mesma regional.

Mulher de líder comandou sequestro de funcionária

À frente da coordenação do crime cometido contra a funcionária do Banco do Brasil no mês de fevereiro, uma mulher, par romântico de um dos líderes da quadrilha. Investigações revelaram que ela, detida na operação, respondeu pela articulação do crime, como afirma o promotor Paulo Frank Pinto Júnior, do Gaeco lotado em Passos, no Sul de Minas Gerais. “A mulher foi identificada em nossa investigação como companheira de um dos líderes da organização e membro da quadrilha especializada em crimes dessa natureza na região. Concluímos que ela participou efetivamente da coordenação do crime ocorrido em Nova Resende”.

Encerrada a operação na quarta-feira, o Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) começou uma nova etapa da investigação. “Identificamos mais quatro suspeitos, e, a nova fase do inquérito, pretende comprovar definitivamente a participação deles no golpe do sapatinho que aconteceu em fevereiro”, conclui. Atuação terá continuidade nos próximos dias para que seja comprovado vínculo de associação entre os suspeitos e completamente desmanchada a organização criminosa.


 

Com informações do OTempo