No segmento de serviços, ramos de hospedagens e de atividades físicas são os mais ‘desafiados’

De portas abertas, mas à beira da insolvência. Esse é o panorama vivido por grande parte dos hotéis em Minas Gerais. Após iniciar 2021 esperançoso de que a pandemia da Covid-19 iria retroceder, com a chegada das vacinas contra a doença, o segmento se vê de mãos e pés atados frente ao cenário de atividades econômicas impedidas de funcionar e poucas pessoas se aventurando a viaja, em meio números crescentes de contaminados e mortos.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Estado (ABIH-MG), a ocupação média dos estabelecimentos que seguem operando em território mineiro chegou a 19% em março, com perspectivas de se manter no mesmo patamar em abril. Na Grande BH, que concentra pelo menos 50% da rede hoteleira estadual, a taxa média no mês passado não ultrapassou 16,8%.

Tradicional

Um dos maiores e mais tradicionais hotéis da capital, o Mercure Lourdes, situado no bairro de mesmo nome, na região Centro-Sul, por exemplo, tinha, ontem, somente 5% do total dos quartos ocupados.

Para se ter ideia do que isso representa, em termos de prejuízos, segundo a ABIH-MG, a taxa ideal de ocupação, para manter fluxo suficiente de caixa e dar conta de quitar todas as despesas do negócio, gira em torno de 54%.

Na opinião do gerente-geral do Mercury, Guilherme Sanzon – também é presidente da ABIH-MG –, o setor terá que encolher para sobreviver. “Infelizmente, todos os planos que tínhamos de expansão e diversificação para o setor ruíram. Não há como recuperá-los a médio prazo”, lamenta.

Academias

Outro segmento que vem sofrendo de maneira destacada com a crise sanitária o das academias para preparo físico. Com as instalações excluídas das atividades essenciais, os proprietários se veem às voltas com altos custos para manutenção, enquanto os alunos não podem frequentar as aulas – e até param de pagar mensalidades. Para se manter, a Bodytech, em BH, optou por oferecer aulas on-line, revertendo em parte a queda de faturamento, que ultrapassou 30%. “Acredito que as empresas que vencerão a crise são as que conseguirem se conectar a seus clientes. Sem poder ter alunos dentro dos espaços, buscamos levar a academia até a casa de cada um”, destaca Eduardo Netto, diretor da empresa.


 

Com informações do Hoje em Dia