Passeio no espaço: Blue Origin testa foguete que vai fazer viagens espaciais tripuladas

A Blue Origin, empresa aeroespacial criada por Jeff Bezos, fundador da Amazon, completou nesta quarta-feira o 15º voo de testes do foguete New Shepard, desta vez simulando vários procedimentos de uma missão tripulada.

Dois funcionários da empresa praticaram os passos de embarque, que os futuros astronautas vão seguir antes de um lançamento. Eles deixaram a cápsula antes da decolagem, e retornaram após o pouso para praticar os procedimentos pós-pouso.

A missão NS-15 foi o primeiro voo de um novo modelo do New Shepard chamado NS-4 e batizado de RSS First Step, sendo a sigla RSS para espaçonave reutilizável e “first step”, o primeiro passo. Entre as novidades estão o controle acústico e de temperatura na cápsula, telas com informações e um sistema de intercomunicação.

Tanto o foguete quanto a cápsula são reutilizáveis: eles se separam ainda na subida, antes de atingir a altitude máxima do voo, para retornar separadamente.

Durante o voo, o foguete chegou a uma altitude de 106 km acima do nível do solo. Isto o coloca acima da “linha Karmán”, a fronteira do espaço, e os os futuros tripulantes da New Shepard podem ser reconhecidos como astronautas de acordo com as normas internacionais.

E aí que aparece o “Mannequin Skywalker”. Claro, é um boneco com tamanho realista, feito para estudar as forças gravitacionais que um ser humano sentiria em uma viagem como essa.

A paisagem é sensacional, graças às grandes janelas da cápsula. Mas vale lembrar que os voos da New Shepard são suborbitais. Ela segue uma trajetória parabólica, atingindo uma altitude máxima e iniciando a descida logo em seguida. Ainda assim, por alguns minutos, os tripulantes terão a sensação de estar em gravidade zero.

Uma das experiências dentro da cápsula é ouvir o som da reentrada na atmosfera. É impressionante.

O voo da NS-15 durou 10 minutos, entre a decolagem do foguete e o pouso da cápsula.

O foguete pousa verticalmente, como acontece com os Falcon 9 da SpaceX. A cápsula pousa com a ajuda de três paraquedas e retrofoguetes que disparam a poucos metros do solo para amortecer o impacto. Pelas imagens, parece que os futuros ocupantes não tem muito o que se preocupar.

Os voos turísticos suborbitais ainda não tem data para o início da operação comercial. E aí, quem tem coragem?


 

Com informações do Olhar Digital