Laudo do IML aponta que esposa de promotor pode ter sido assassinada, diz site

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Segundo site, o laudo técnico sobre a morte de Lorenza de Pinho indica estrangulamento (Reprodução/Facebook)

Um novo laudo técnico a respeito da morte de Lorenza Maria Silva Pinho, produzido pelo IML (Instituto Médico Legal), indica que a mulher tinha lesões provocadas por estrangulamento. A informação foi revelada nesta segunda-feira (19) pelo G1. A defesa do marido de Lorenza, o promotor André Luís Garcia Pinho, acredita que ela tenha morrido após engasgar enquanto dormia. O documento mais recente, no entanto, pode indicar que ela tenha sido assassinada. O promotor está preso temporariamente desde 4 de abril e a investigação do caso segue em aberto.

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) apura o que de fato ocorreu com Lorenza. O núcleo do MP formado para o caso deverá ouvir o promotor André ainda hoje (19). Mais cedo, o médico Itamar Tadeu Gonçalves, encarregado de assinar o atestado de óbito de Lorenza Maria Silva Pinto no apartamento do casal, prestou depoimento.

Procurada pelo BHAZ, a Polícia Civil informa que o MPMG é o responsável pelo caso, já que envolve um promotor. Segundo a corporação, a investigação é conduzida sob segredo de justiça. Já o Ministério Público explica que só irá se manifestar sobre o caso ao fim das investigações.

Defesa só se pronunciará após ter acesso a laudo

De acordo com a defesa do promotor André Luís Garcia, o serviço de emergência particular foi acionado logo após o engasgamento de Lorenza. Segundo o G1, o advogado do promotor, Robson Lucas, afirmou hoje que só se pronunciaria sobre o laudo do IML quando “tiver efetivo acesso” ao documento. Os membros do MPMG e do Instituto Médico Legal se reuniram nessa sexta-feira (16) para discutir sobre o laudo técnico definitivo da morte de Lorenza.

Conforme informado pelo G1, alguns dos integrantes afirmam que, com base nas lesões encontradas no corpo de Lorenza Maria da Silva Pinho, a morte dela pode ter sido um assassinato. A motivação do crime poderá indicar se trata-se de um homicídio ou de um feminicídio. O pai da mulher de 41 anos, Marco Aurélio, já havia se pronunciado, dizendo achar estranha a hipótese da filha ter morrido por engasgo, por conta da idade que tinha.

Sobre o laudo do IML, Marco Aurélio contou que não teve acesso ao documento, mas que não estava surpreso por terem identificado o estrangulamento. “Não foi surpresa nenhuma pra mim um laudo formalizando que minha filha foi assassinada. Eu tinha certeza”, afirmou.

Lorenza Maria Silva Pinho foi encontrada morta no apartamento da família Pinho no dia 2 de abril. Após a apuração da morte da mulher, no dia 4 de abril, a Polícia Civil e o MPMG levaram o marido da vítima preso, o promotor André Luís Garcia (relembre aqui).


 

Edição: Roberth Costa

Com informações do site BHZ