Dia da Inconfidência tem somente homenagem simbólica em Ouro Preto

Pelo segundo ano consecutivo, o Dia da Inconfidência foi celebrado sem a presença de público, devido às restrições impostas pela pandemia da covid-19. Em um ato simbólico realizado nesta quarta-feira (21), na praça Tiradentes, em Ouro Preto, a capital mineira foi transferida por um dia, simbolicamente, para a cidade histórica, em homenagem aos 233 anos da Inconfidência Mineira.
Mantendo as regras de distanciamento social e os cuidados sanitários necessários, a cerimônia foi realizada com o ritual costumeiro, mas, desta vez, solitário dos oficiais. Um dragão da Inconfidência ficou encarregado de conduzir a coroa de flores até o monumento de Tiradentes e um corneteiro da Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros executou o tradicional toque de silêncio. Posteriormente, a Pira da Liberdade foi acesa na praça Tiradentes.
Para além dos atos oficiais, a cerimônia ainda contou com a leitura do poema “Romance XXXV ou do suspiroso Alferes”, do livro “Romanceiro da Inconfidência” (1953), da escritora Cecília Meireles, que homenageia a luta dos inconfidentes mineiros.
Medalha
A entrega da Medalha da Inconfidência foi suspensa, a exemplo do ano passado, como medida de prevenção epidemiológica e sanitária para conter a propagação do coronavírus. Criada em 1952 por Juscelino Kubitschek para saldar personalidades e instituições que contribuem para o desenvolvimento do estado, a Medalha da Inconfidência é a mais alta comenda concedida pelo Governo de Minas.
Iluminação
Antes do ato simbólico, a primeira homenagem à Inconfidência Mineira foi a inauguração da iluminação em verde do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, na terça-feira (20). A cor representa o reconhecimento do trabalho dos profissionais de saúde, que há mais de um ano se dedicam ao combate da covid-19 em todo o país. A iluminação especial será mantida até a noite desta quarta-feira (21).
História
O feriado de 21 de abril, ou Dia da Inconfidência, relembra os valores históricos que marcaram o movimento de revolta dos inconfidentes contra a coroa portuguesa na segunda metade do século XVIII, no fim do ciclo do ouro. Por reverenciar o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792), condenado à forca após liderar a luta por justiça na então capitania de Minas Gerais, a data também é conhecida como Dia de Tiradentes.
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