Lagoa Seca, no Belvedere, tem domingo movimentado e de pessoas sem máscara

Reportagem esteve no local e flagrou a maioria das pessoas sem usar o equipamento de proteção contra a Covid-19

No segundo fim de semana após a reabertura da capital, o movimento de pessoas se exercitando na manhã deste domingo (2), no entorno da Lagoa Seca, no Belvedere, na região Centro-Sul, era intenso.

A reportagem presenciou muitas pessoas correndo, algumas em grupos ou duplas, passeando com animais de estimação, porém a maioria não usava máscara ou estava com o acessório de proteção no queixo.

Próximo aos equipamentos de ginástica, algumas pessoas se exercitavam. Todas sem máscara. Abordadas pela reportagem, não quiseram dar entrevista.

O vendedor ambulante José Rosário da Silva, de 76 anos, trabalha há seis anos vendendo água de coco e caldo de cana na Lagoa Seca. Ele diz que mesmo com movimento de pessoas no local, as vendas estão fracas.

“Tem gente aqui, mas ninguém está comprando. Fui no Ceasa e comprei 100 cocos para poder trabalhar neste fim de semana. Vendi 10 ontem (sábado) é só cinco hoje. A cana de açúcar está toda dentro da kombi e não vendi nada. Antes da pandemia, o faturamento era bem melhor”, conta.

Pampulha –  Já do outro lado da cidade, na Lagoa da Pampulha, mesmo com o tempo nublado, muitas pessoas resolveram sair de casa para caminhar, pedalar e também levar as crianças para andar de bicicleta. Mas, a maioria usava máscara.

Com um ponto comercial em frente ao Parque Ecológico da Pampulha há 14 anos, a comerciante Vilma Medeiros, de 57 anos, diz que já estava sentindo falta de trabalhar na lagoa. “Isso aqui é igual família, a gente sente falta. O movimento está menos intenso do que no domingo passado, acho que é por causa desse tempo mais frio. Mas, quem vem praticar esportes, sempre toma uma água de coco e depois vai embora”, conta.


 

Com informações do OTempo