Condenado por estupro, Robinho recorre à Justiça para andar de patinete na Baixada Santista

robinho patinete
Robinho vive livre no Brasil porque não pode ser extraditado (FOTO ILUSTRATIVA: Bruno Cantini/Atlético)

Pouco tempo após ser condenado pelo crime de violência sexual de grupo, o atleta Robinho, de 38 anos, pediu uma liminar à justiça brasileira para poder andar de patinete. Ele quer ser autorizado pelo departamento de Trânsito de Santos a andar com o veículo pela Baixada Santista sem receber qualquer abordagem da polícia ou ter o meio de transporte apreendido de novo.

A informação foi divulgada pelo colunista Diego Garcia, do Portal UOL. O ex-atacante de Santos e Atlético teve o patinete retido em 30 de novembro, no momento em que passeava pela orla na cidade paulista. O processo foi aberto dias antes da condenação do paulista a 9 anos de prisão.

‘Direito à liberação e uso’

O jogador quer retirar o veículo do pátio e pediu para o tribunal concedê-lo “o direito à liberação e uso do patinete elétrico”. Segundo o UOL, Robinho disse que foi “abordado por policiais militares que procederam à apreensão, com recolhimento ao pátio municipal pela ausência de registro e falta de habilitação do condutor”.

No processo, Robinho garantiu não transitar mais com o veículo até a regulamentação desse transporte pelo poder público, caso o tribunal concorde com essa medida. Além disso, ele pediu para não pagar taxas ou multas.

Patinete de Robinho

O patinete elétrico do atleta corresponde ao modelo X12 3.000W, que possui semelhanças com uma moto Scooter. Na legislação, não há consenso sobre o uso desse tipo de veículo em vias públicas, o que provocou a abordagem policial.

Segundo o UOL, Robinho solicitou uma liminar para liberar o patinete do pátio municipal e evitar a apreensão por tempo indeterminado. A Justiça já publicou uma decisão na qual permite a retirada do equipamento, mas sem autorizar seu uso.

Patinete modelo X12 3.000W como o apreendido com o ex-jogador do Santos Robinho - Reprodução/Goo Elétricos - Reprodução/Goo Elétricos
Modelo do patinete de Robinho (Reprodução/Goo Elétricos)

Robinho recluso

Pouco tempo após ser condenado pela justiça italiana pelo crime de violência sexual de grupo, o jogador Robinho, de 38 anos, vive uma rotina ainda mais isolada do que antes. Já que não pode ser submetido à extradição, o ex-jogador de Santos e Atlético está livre no Brasil.

Ultimamente, Robinho passa os dias em sua mansão localizada no condomínio de luxo Jardim Acapulco, no Guarujá (SP). Em contrapartida, o atleta também não consegue sair do Brasil porque a Itália encaminhou o mandado de prisão internacional do paulista. Além disso, o atleta não atualiza suas redes sociais há cerca de 3 meses e não aparece em público na cidade.

Foto mais recente postada por Robinho em seu Instagram, no último dia do ano passado; perfil do jogador não permite comentários nas publicações (Reprodução/Instagram/@robinho)

A condenação de Robinho

No último dia 19 de janeiro, a terceira e última instância da justiça italiana julgou e condenou, de forma definitiva, o jogador Robinho a nove anos de prisão pelo crime de violência sexual de grupo contra uma mulher de origem albanesa. O crime ocorreu em 2013 numa boate na cidade de Milão.

No dia do julgamento final, a defesa do jogador de 37 anos apresentou o último recurso que tinha direito, que foi negado pela justiça do país. O ex-atacante de Santos e Atlético foi condenado juntamente com seu amigo Ricardo Falco.

Robinho durante jogo do Atlético, em 2016 (Bruno Cantini/Atlético)

Relembre

Além de Robinho e Falco, outros quatro brasileiros teriam participado do crime, segundo a justiça italiana. De acordo com a vítima, a violência sexual teria acontecido no camarim utilizado pelo músico Jairo Chagas.

Ela disse que ficou muito embriagada e foi levada para o camarim por um amigo do jogador, que tentava beijá-la forçadamente. Lá, os outros homens envolvidos teriam aparecido e se aproveitado que a moça não conseguia ficar em pé e estava muito desorientada. A perícia encontrou material biológico de Ricardo Falco nas roupas da jovem.

Beatriz Kalil Otherobeatriz.othero@bhaz.com.br

Mineira de BH, graduanda em jornalismo pela UFMG e fascinada por futebol, dentro e fora das quatro linhas. Cobre esportes para o BHAZ. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2021 e de reportagens premiadas pela Rede de Rádios Universitárias do Brasil em 2020.

Com BHZ