Disque Denúncia (181) completa 18 anos com quase 250 mil chamadas em 2025

O Disque Denúncia Unificado (181) completa 18 anos neste sábado (29) como peça central nas investigações criminais em Minas Gerais. Somente em 2025, o serviço do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), já registrou quase 250 mil chamadas.

Além disso, apenas neste ano, 66.649 denúncias formais foram geradas por meio do 181.

Flávio Augusto Xavier, diretor do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), responsável pela coordenação do serviço, aponta que o canal funciona como um “radar social”, capaz de captar dados que dificilmente chegariam às autoridades por meios tradicionais.

Já o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, reforça que o crescimento no número de denúncias mostra a confiança da população no serviço. “Cada informação somada ao trabalho integrado das polícias gera resultado”, afirma.

Como funciona o Disque Denúncia (181)

O Disque Denúncia (181)

O Disque Denúncia garante sigilo absoluto ao denunciante e recebe relatos sobre diversos tipos de crime, incluindo tráfico, violência doméstica, exploração sexual, maus-tratos e delitos contra o patrimônio.

Ao fazer a denúncia, o cidadão recebe um protocolo para acompanhar o andamento da denúncia. O serviço não substitui os números de emergência — 190, 193 e 197 —, mas amplia o alcance das Forças de Segurança ao captar informações que dificilmente apareceriam por outras vias.

Para denunciar, basta discar 181 no telefone.

Casos importantes resolvidos com a ajuda do 181

O Governo de Minas separou alguns casos que ilustram a eficiência do Disque Denúncia. Confira:

Prisão de ‘Dinamá das Crianças’

Dinamá Pereira Rezende, conhecido como “Dinamá das Crianças”, um dos maiores abusadores sexuais em Minas, foi condenado a 113 anos por crimes sexuais cometidos ao longo de três décadas. Segundo investigações criminais, ele usava atividades religiosas e culturais em Várzea da Palma para se aproximar de famílias e manter contato direto com crianças.

O inquérito reúne depoimentos de seis mulheres e duas crianças, além de relatos já prescritos.