O vendaval que atingiu Belo Horizonte, no final da tarde desta segunda-feira (22), deixou destruição na Vila Fazendinha, no Aglomerado da Serra, Região Centro-Sul da capital. “Foi terrível, um filme de terror, desesperador na hora. Como tivemos o episódio (do tremor de terra em cidades da Grande BH) recentemente, a gente achou que estava acontecendo aqui. Assim que o telhado saiu, a água começou a cair dentro de casa.” Aline, moradora da Vila Fazendinha
‘Filme de terror’, diz moradora de prédio que teve telhado arrancado pelo vento em BH
A moradora destacou, ainda, que se houvesse alguém no local da queda do telhado, uma tragédia poderia ter ocorrido.
Outro morador, chamado Rogério, estava trabalhando no momento da queda do telhado e se assustou ao chegar no local.
“Eu estava trabalhando e assustei na hora que cheguei”, afirmou ele. O homem contou que não houve estragos no seu apartamento, por morar no segundo andar, porém, seus familiares, mãe e cunhada, não tiveram a mesma sorte e suas residências tiveram danos.
Veja o vídeo dos danos:
Defesa Civil informa que comparecerá ao local
Procuradas pela reportagem da Itatiaia, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Defesa Civil da capital afirmaram que o atendimento será realizado ainda nesta segunda.
“A Defesa Civil informa que foi acionada e irá ao local ainda nesta segunda-feira”, afirmaram, em nota.
Moradores cobraram atendimento
A situação indignou moradores do local, conhecido como “Prédio da Urbel” — por ter sido entregue pela Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel). Rafaela Faria, 23, auxiliar em saúde bucal, reclamou da falta de atendimento do poder público, afirmando que tratava-se de uma obra inacabada, que já colocava em risco a população.
“Quero relatar uma situação grave que estamos vivendo no bairro Nossa Senhora de Fátima, na Serra. O telhado do prédio da Urbel desabou, e até agora não recebemos nenhuma assistência. Essa obra foi feita pela Prefeitura há menos de um ano e não foi concluída, sob a alegação de falta de verba. Já ligamos para a Prefeitura e para a Defesa Civil, mas ninguém nos deu resposta. Estamos totalmente desamparados, correndo risco e sem saber a quem recorrer”, afirmou ela, cerca de uma hora antes do comunicado da PBH de que a Defesa Civil se deslocaria ao local.
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