Hackers pró-Kremlin arrasam Lituânia com ataques DDoS

Os serviços de internet na Lituânia sofreram uma série de ataques DDoS (ataques de negação de serviço) nesta segunda-feira (27), informou o Centro Nacional de Cibersegurança do país.

De acordo com o governo, a enxurrada de ataques interrompeu partes da rede nacional de transferência de dados. O sistema é considerado um dos componentes essenciais do país para garantir sua segurança no ciberespaço, “construído para ser operacional durante crises e guerras”.

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“É altamente provável que ataques tão intensos ou até mais intensos continuem nos próximos dias”, disse Jonas Skardinskas, diretor interino do Centro Nacional de Segurança Cibernética, em nota.

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No Telegram, o grupo de hackers pró-Kremlin Killnet assumiu a autoria do ataque como retaliação ao recente embargo lituano ao transporte ferroviário de bens russos por seu território.

Desde o fim de março, a ex-república soviética, que apoia a Ucrânia no conflito contra a Rússia como membro da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), bloqueia embarques ferroviários para Kaliningrado, exclave russo no Mar Báltico.

“Continuamos a sugerir inequivocamente às autoridades lituanas que retirem imediatamente sua decisão de proibir o tráfego de carga russa de Kaliningrado para a Rússia”, diz uma mensagem do grupo, que afirma ter bloqueado quatro sites de aeroportos no país. “Graças aos nossos ataques, eles ainda estão disponíveis apenas em endereços IP lituanos, e sua velocidade, para dizer o mínimo, deixando a desejar.”

O Núcleo Central de Telecomunicações da Lituânia também identificou os sites mais afetados em tempo real e conseguiu mitigar os ataques DDoS enquanto trabalhava em conjunto com provedores estrangeiros de internet.

A série de ataques indica a possibilidade de desfigurações de sites, ransomwares e outros ataques deste tipo nos próximos dias.

Fogo cruzado

Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro, os hackings se proliferaram de ambos os lados. Em janeiro, por exemplo, hacktivistas da Bielorússia afirmaram ter infectado a rede do sistema ferroviário estatal com ransomware. Eles disseram que só forneceriam a chave de descriptografia caso o presidente Aleksandr Lukashenko suspendesse o apoio a Vladimir Putin contra um (à época possível) ataque contra a Ucrânia.

Enquanto isso, hackers que trabalham para a Rússia liberaram um malware de limpeza, o AcidRain, que sabotou milhares de modems de satélite usados por clientes da ViaSat na Ucrânia.

Via Ars Technica

Crédito da imagem principal: Ink Drop/Shutterstock

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Fonte: Olhar Digital