
A Suposta bomba mobilizou agentes do Bope na Estação Pampulha
Segundo o coordenador da Sumob, transportar motocicletas dentro de ônibus é uma prática extremamente perigosa. Além do risco de queda e de acidentes, uma moto tem combustível, que pode gerar explosão.
“E é preciso frisar: aquele espaço é exclusivo para cadeirantes e também para pessoas com deficiência visual acompanhadas de cão-guia, conforme normas da ABNT”, reforçou.
O regulamento do transporte coletivo proíbe objetos volumosos ou perigosos. Estão liberados apenas itens de uso pessoal, desde que transportados com bom senso, sem causar riscos ou desconforto aos demais passageiros.
Segundo a Sumob, transportar motocicletas ou objetos volumosos é proibido por representar riscos e ocupar áreas destinadas a pessoas com deficiência.
Produtos perigosos, como inflamáveis ou cortantes, também são vetados nos coletivos. Já itens de uso pessoal podem ser transportados, desde que com bom senso.
“O fundamental é o bom senso. O ônibus é um espaço coletivo e deve ser usado de forma que todos possam conviver com segurança e conforto”, destacou Cocco.
“Fiquei tão assustada que não consegui pegar o número da linha e do ônibus. Essa da moto foi o fim da picada”, contou Liliane, que mora no bairro Nova Suíça, na Região Oeste da capital.
A aposentada foi diagnosticada com esclerose múltipla há 20 anos e disse nunca ter presenciado situação semelhante. “Se fosse carrinho de picolé, mas uma moto? Fiquei em choque”, desabafou.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune, crônica e neurodegenerativa que afeta cerca de 40 mil brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). Os sintomas incluem fadiga, problemas de visão, dificuldade de equilíbrio, alterações de fala e fraqueza geral.
Cocco também esclareceu dúvidas comuns dos usuários. Sobre a superlotação, ele destacou que cabe ao passageiro decidir se embarca ou não, ainda que o ônibus esteja cheio. “O motorista deve sempre parar no ponto. A capacidade máxima é definida por norma da ABNT: cinco passageiros em pé por metro quadrado. Só em casos específicos, como ônibus executivos, o embarque é limitado”, disse.
Ele reconheceu, no entanto, que a superlotação é um dos principais problemas do sistema e reforçou que as empresas devem disponibilizar mais veículos para atender à demanda.
A Sumob reforça que denúncias de irregularidades são fundamentais para a fiscalização. “A denúncia é nossa ferramenta de trabalho. Sem ela, não conseguiríamos chegar a situações como essa”, afirmou o coordenador.
Os registros podem ser feitos pelo telefone 156, pelo WhatsApp da Sumob (31) 98472-5715, pelo aplicativo PBH APP ou pelo Portal de Serviços da prefeitura.